quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vidraças quebradas




O céu por esses dias estava mais negro, a lua estava nova. Então fui eu até as colinas para jogar o sopro mágico em volta da lua, para que pelo menos ela pudesse ainda estar no céu... Soprei calmamente, mas enquanto o fazia reparei... Meteoros cortantes a haviam atingido. Ao ver logo soube que eles não a atingiram, mas ela que tinha se jogado contra os meteoros propositalmente, tomar consciência daquilo fez meu coração pular de susto. Agradeço aos céus pelo meu estado de espiríto quase nunca influenciar meu humor e quanto a frieza tem lá seus proveitos. Curiosidade, ela pensou e mostrou aqueles buracos largos e profundos, mas estava errada, a curiosidade não faz parte de mim nesses momentos, ao menos sou melhor do que isso, muitos sentimentos me tomaram mas poucos se transformaram em at. Saber de tal fato doeu de uma forma inesperada algum tempo depois, em fantasia uma das maiores vidraças foi quebrada no Lar das Promessas. Minha vontade era de gritar, surtar e falar verdades que ferem, mas eu sou eu e eu sendo eu, nada fiz, nada posso fazer pois não tenho nenhum direito, apenas continuei a soprar. Tendo o sopro acabado, fui embora e voltei a andar por fantasia e me perder em mil pensamentos sobre contos de uma história de 500 dias. O conformismo com o caminho que tomei e o vazio me tomara, aos poucos, mas ainda sim meu humor não sofreu grandes alterações, sei que vai passar, sempre passa. Saber separar sentimentos e humores é uma dádiva que apenas tenho em parte e suficientemente, obrigado senhor. Enquanto andava, um arrependimento cretino conseguiu tomar proporções notáveis, pensamentos disseram que talvez não devesse sentir tanto, mas eu sou eu, e eu sendo eu, isso nunca terá importância por muito tempo dentro do meu coração, pois são énsamentos ilusórios vindo de dores. Pelo menos até o dia em que me cansar de humanos e não achar mais merecedores daquilo que prezo, talvez isso aconteça quando o meu mal destrua o meu bem, nunca... Eu terei deixado de ser eu.. Não há nada a perdoar, não sou Deus pra intervir, o conformismo diz que não há o que chorar. A consciência diz que talvez tenha do que se arrepender. No meu coração apenas o normal aconteceu mais uma vez: pulsou um sentimento venenoso e que lhe fez bater menos temporariamente. Vou dormir e hoje novamente usarei o vazio de cobertor, a diferença é que hoje ele é muito maior e gela muito mais do que ontem....

Nothing else matters - Apocalyptica

domingo, 8 de agosto de 2010

Fúnebre noite


Vou dormir... Mais uma vez usarei o vazio de cobertor e o tédio como travesseiro... Meu coração pede mais, muito mais, ele é sedento por amor e afeto. Ao menos meu sono é esperançoso, tento achar que talvez amanhã algo irá me acontecer, mas todos os dias sofro a dor de perder as esperanças, de sentir um vento frio bater na minha alma avisando que meu coração morreu mais uma vez esperando. Sou uma pessoa carente, eu assumo... Quando a noite reina escuramente só resta a mim e então vou cumprir meu ritual... Apago as luzes da minha casa e andando cegamente no breu sinto o chão gelado em meus pés, ouço o som que mais se assemelha com meu ser, um silêncio fúnebre. E é na hora em que entro no meu quarto e repouso meu corpo na cama, que encontro comigo mesmo no fim da minha vida e eu sussurro no meu ouvido: Ninguém virá juntar seus pedaços, conforme-se. Minha pele sente o frio da ausência... A desistência vem e me toma, o viver se esvai e o meu precioso sentir deixa de valer alguma coisa.

são 00:34 e agora vou dormir, mais uma vez usarei o vazio de cobertor e o tédio como travesseiro... e é assim que é todas as noites que não vivo da minha vida

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Famosas falsas desculpas

Me desculpe por ser sincero e te dizer agora tudo o que eu acumulei dentro do meu coração, todo esse tempo, mas você foi a egoísta a ponto de nunca me ouvir, eu ainda tive que engolir garganta a baixo todas as suas vontades sem ao menos considerar minha consciência. E quando eu precisei, eu pedi socorro, eu gritei por você, em vão, novamente fui ignorado e dessa vez foi fatal, conseguiu destruir todo carinho que tinha por ti. Tentei todo esse tempo procurar o amor que nunca achei, que nunca existiu, mas agora olhando para os meus pés ao invês dos seus olhos eu consigo ver todo meu sangue escorrido no chão, consigo ver o quanto fiz, quanto me matei pra ser tudo aquilo que queria, fiz tudo em troca do sseu sentimento vazio que mais parece o nada, ou até mesmo da sua repugnância. Neste momento só consigo sentir um arrpendimento que rasga meu peito por dentro parecendo triturar meu coração de raiva.. Você me enganou, me humilhou, mas estou saíndo desse seu mundo feito de mentiras, tenho pena do ser em que se transformou,. Eu finalmente cansei, e agora vou berrar tudo o que me houve, todos os meus sentimentos reprimidos que foram desprezados por você, e no final não irá sobrar absolutamente nada de você. Irá chorar perdão, gritar de joelhos que nao era a intenção, vai implorar falsas desculpas ao meus pés e terei por ti o mesmo que teve por mim... nojo e repugnância... prepare-se pois sua alma irá sumir diante das palavras que cuspirei na sua cara...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Resistindo a desistência


Não foi por nada que você chegou aqui, agora a dor se dicipou, seu coração voltou a bater e o céu da sua mente clareou. Seu sorriso reflete minhas palavras.
O sangue escorrido do seu corpo me provou à luta que você sobreviveu. Suas feridas cicatrizadas mostram o quão forte és, o quanto iludido viveu, porém o tempo lhe curou fazendo você enxergar por onde andou. A morte tentou mas não conseguiu, você está aqui e sobreviveu.
Você não está só nessa estrada, finalmente você se encantou com tudo que eu sempre lhe mostrei, e antes o que era choro e lágrimas se transformou, tudo agora é oque você sonhou... É, eu não falhei.
Se o vazio ainda está a lhe atormentar olhe para mim e veja todo amor dos meus olhos se materializar, e sinta em ações os meus braços lhe envolverem querendo poder te amar... Até que o sol se apague.
Sua vida começa aqui no meu presente e agora tens apenas uma prova final, a de ser feliz...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Believe in dreams

Eu sei, os dias virão e irão,
Mas, baby, eu envelhecerei, mas eu morrerei.
Por agora, vale a pena ficar triste se é mais difícil ficar feliz do que vivo?
Pelo problema que eu causei
Eu me pergunto,
aonde eu pertenço?

É aqui?

Acredite em sonhos que vocês tanto amam,
Deixe a paixão dos seus corações torná-los reais
E digam a todos que vocês ama
Qualquer coisa e tudo que você sente.
Eu rio do passado
Secretamente,
Desejo que pudéssemos voltar atrás,
E salvar a criança...

À medida que eu olho em volta deste quarto,
Vejo os olhos preocupados, eu sei
É tempo: eu não posso comprar
Isso valeu a pena o tempo a se levantar?
Isso valeu a pena o tempo a se levantar?

Acreditem em sonhos
Eu acredito em sonhos
Eu acredito em sonhos
Eu acredito em Você

Acredite em sonhos que vocês tanto amam,
Deixe a paixão dos seus corações torná-los reais
E digam a todos que vocês ama
Qualquer coisa e tudo que você sente.
Acreditem em sonhos
Acreditem em sonhos

Flyleaf | believe in dreams

Sedento


O coração dele batia a 180 batimentos por segundo, ele se contorcia no chão da sua sala em um surto de loucura psicótica. Sua alma gelada berrava vontade própria, ele era pressionado de dentro pra fora. A dor ilusória aumentava fazendo-o gemer como se estivesse sendo queimado vivo, ele tentava se agarrar em algum cômodo, mas tudo que fazia era derrubar e destruir tudo. Tudo a sua volta lhe causava pânico, foi torturado pela sua mente, ele gritava desesperadamente por socorro, na realidade dos comuns não havia perigo algum porém na sua mente era apoacalíptico. Depois de quase uma hora em puro surto, sua mente já tendia a padecer, mas seu corpo também quase esgotado não conseguia obedecer aos controles. A dor que vinha do seu âmago parecia correr todos os seus órgãos, facelar sua carne, se contorcendo ainda de olhos fechados suas mãos conseguiram alcançar a faca em cima de um prato que antes lhe foi útil para saciar sua fome, agora tinha outro propósito, o de saciar sua vida. De joelhos num ato de paranóia ele furiosamente golpeia seu abdômem várias vezes cada vez mais fundo, tentando alcançar sua alma... Seu sangue escorre da faca por entre seus dedos e suas pernas, junto a ele suas forças, e num deleite de morte ele sorri. Derrepente acorda do surto paranóico e vê sua vida indo embora, e com um grito ele se arrepende por ser tão fraco, ele chora mas não se desespera pois vê que sua loucura finalmente conseguiu lhe vencer e nada podia fazer contra isso. Sem forças e quase sem vida ele desaba em sua própria poça de sangue. Tudo o que ele faz é susurrar desculpas ao vento...
Os sentidos se esvaem aos poucos até restar-lhe apenas a audição, caído em sangue no chão ele ouve o som da porta se abrindo e um grito fino e apavorante corta o som silencioso da morte. Tarde demais não há mais tempo para pedir perdão a pessoas vivas... sua vida finalmente ganha um ponto final

terça-feira, 8 de junho de 2010

O mal em mim


Você pensa que pode escapar ileso assim? Você fez o mal, tentou e agora vai pagar as consequências seu desgraçado... Irei atrás de você e com toda minha fúria vou passar por cima da sua alma, vou estripar a carne pôdre do seu corpo,vou me deleitar nos gritos da sua dor, vou derramar todo o meu ódio em meus punhos e deixar eles fazerem a minha vontade, matar você...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Far away from here
















When I said good morning,
I was lying,
I was truly thinking of,
How I might quit waking up,

He pointed out how selfish,
It would be kill myself,
So I keep waking up,

Quando eu disse bom dia
eu estava mentindo
Eu estava realmente pensando em
como eu poderia parar de acordar

Ele apontou o quão egoísta
Seria eu me matar
Então eu continuo acordando

- Much like falling - Flyleaf

E com um grito me despeço de todos, quero encontrar o que a muito eu não tenho, desde o momento em que nasci. Olho tudo a minha volta e só consigo concretizar um pensamento, não pertenço a este lugar, o que eu desejo já não existe no mundo. A minha alma pede pela substância na qual nunca senti. Todos irão pensar na loucura como resposta, tentarão regrada e logicamente descobrir o porquê da minha ida, em vão, a única verdade é que apenas quero estar bem longe daqui, num lugar onde a essência do meu ser transborde em ações e complete o meu "viver", um lugar onde não haja diferença entre os meus sentimentos e o externo, onde tudo faça parte de mim. Segundos se passam e não há impaciência, medo, angustia ou algo parecido, apenas uma inacreditável e assustadora tranqulidade. Mais alguns segundos o egoísmo se transforma e ganha forma, a linha da vida é impedida de continuar, minha alma vaga e voa atrás do desejo de estar bem longe daqui...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Walking Dead

Veja... Ele ainda está andando, nada pode pará-lo. Tiramos dele o poder da consciência e ele ainda anda em direção ao horizonte, o-matamos e ele continua a seguir seu caminho como se sua vida fosse só um instrumento, parece estar disposto a tudo para chegar lá. O que será que move esse homem morto? E o andarilho sem vida respondeu -- O amor! Impuros...

Anjos também sangram


Aquele que vivia e se nutria de luz, agora está bebendo um pouco da água da desgraça. Foi aberta uma ferida para que ele pensasse e refletisse sobre as importâncias mais profundas do seu ser, essas as quais ele próprio desconhece. A lágrima é derramada não pela sua ferida, mas sim por uma hemorragia alheia na qual ele causou ao se auto-ferir. Ferida essa necessária, pois ele tem que descobrir verdades no abismo do seu coração, nos lugares apenas hóspitos pelo seu inconsciente. Ele está com medo, medo de descobrir no final a verdade cicatrizadora e ser tarde demais, pois a noite vem muito rápido, medo de perder o amor que o nutria depois de descobrir que nutre puramente esse amor. Erros... Erros aterroziram a alma de alguém que ama. Abandonar? Nunca! Precisa andar nas ruas do seu inconsciente até achar a verdadeira verdade sendo o amor puro, ou a ilusão/armadilha do seu próprio ser.