Solta a minha mão e vai, tira férias do meu coração por tempo indeterminado. Nosso laço nunca será desfeito pois será eterno na minha cabeça, mas junto a ele também guardarei a dor da saudade.
Se ausenta da minha presença e longe de mim tenho certeza que encontrarás outro coração para fazer moradia, por isso no meio do caminho se liberta, esqueça de mim. Não se arrependas, não chore, não sofra, deixe tudo isso por minha conta. Se um dia sentires saudades não volte, pois não seremos tão felizes quanto antes, não teremos momentos tão bons como os de antigamente.
Eu ainda sentirei sua falta, mas mesmo assim prefiro esquentar meu corpo em velhas lembranças do que encontrar-te e ter notícias do seu bem estar. Agora larga a minha mão, pois tens que partir já que meu amor não é suficiente pra ti, não pense em mim quando já estiveres longe, não olhe pra atrás. Seja feliz porque eu serei muito mais...
Um lugar onde meus sentimentos e pensamentos se materializam em palavras, frases e versos.
sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
A promessa

Nada nos abalará, nunca vamos nos separar. O laço foi feito com a mais forte de todas as correntes, o amor e a matéria prima dessas correntes veio de nossos próprios corações carentes que compartilham do mesmo sentimento e por isso é inquebrável.
A promessa foi dita e feita para lembrarmos o que somos juntos, para nos fortalecer e para nos unir pra todo o sempre, nós escolhemos fazê-la e escolhemos a eternidade. É incrível como as coisas acontecem entre nós, tão rápido e tão intenso que não conseguimos acompanhar o ritmo dos nossos corações acelerados. Todos os dias nós temos novas histórias, novos momentos e novas emoções que nem sempre são boas mas sempre necessárias. As vezes surge um problema e a dor de um se torna a dor dos outros, mas nada é tão grande quanto o amor, carinho e afeto que temos um pelos outros e tendo esses sentimentos qualquer dor se torna mínima e desprezível perto deles. Ainda faltam muitos segredos a serem revelados, muitas experiências a serem vividas e muitos amores para serem compartilhados, mas acima de qualquer coisa sempre estaremos juntos nos amando, nos protegendo e prontos para superar tudo o que nos ameaça.
PS: Com vocês pra sempre.
A fera
Os olhos da fera me encaravam, eles não eram bolas de fogo, vermelhos e nem saíam faíscas deles, eram negros, obscuros e aterrorizantes como as trevas, trevas que tentavam me engolir com sua fúria e imponência, sem resposta a aquele olhar meu corpo paralisara quase não resistindo a necessidade de derramar lágrimas assustadas.
Dizem que os olhos são a porta da nossa alma e se isso for verdade com certeza aqueles olhos eram as portas do inferno que compenetradamente tentavam me atrair e me impor toda aquela raiva descomunal, a sua vontade era descontar sua cólera irracional em mim. A minha alma sofrera lesões após ver as trevas. O seu rugido fazia minhas pernas tremerem de acordo com o seu tom de voz que se elevava cada vez mais, ainda paralisado o pânico estampava meu rosto e se alastrava como um raio pelo meu corpo. Comecei a chorar e mesmo já não vendo aqueles olhos assassinos, eu podia senti-los se deleitarem como se tivessem vencido e atingido seu objeto principal. Os gritos medonhos de ordens eram incessantes e a cada movimento brusco do monstro eu sentia o medo cortar-me por inteiro, e finalmente satisfeito a fera se afastou lançando o seu último olhar como se falasse que iria voltar para acabar com o que sou por dentro e com o que restou da minha alma.
Sozinho a dor parecia se multiplicar e meus olhos se escondiam ainda amedrontados jorrando todas as tristezas que pudesse. A minha racionalidade fora voltando aos poucos assim como ia tentando expurgar aqueles sentimentos de mim, mesmo fracassando em maior parte. Tudo aquilo me causara exaustão e ao fim eu desabei na minha cama e deixei o sono levar minha consciência assim como o amanhecer levaria a noite embora.
Dizem que os olhos são a porta da nossa alma e se isso for verdade com certeza aqueles olhos eram as portas do inferno que compenetradamente tentavam me atrair e me impor toda aquela raiva descomunal, a sua vontade era descontar sua cólera irracional em mim. A minha alma sofrera lesões após ver as trevas. O seu rugido fazia minhas pernas tremerem de acordo com o seu tom de voz que se elevava cada vez mais, ainda paralisado o pânico estampava meu rosto e se alastrava como um raio pelo meu corpo. Comecei a chorar e mesmo já não vendo aqueles olhos assassinos, eu podia senti-los se deleitarem como se tivessem vencido e atingido seu objeto principal. Os gritos medonhos de ordens eram incessantes e a cada movimento brusco do monstro eu sentia o medo cortar-me por inteiro, e finalmente satisfeito a fera se afastou lançando o seu último olhar como se falasse que iria voltar para acabar com o que sou por dentro e com o que restou da minha alma.
Sozinho a dor parecia se multiplicar e meus olhos se escondiam ainda amedrontados jorrando todas as tristezas que pudesse. A minha racionalidade fora voltando aos poucos assim como ia tentando expurgar aqueles sentimentos de mim, mesmo fracassando em maior parte. Tudo aquilo me causara exaustão e ao fim eu desabei na minha cama e deixei o sono levar minha consciência assim como o amanhecer levaria a noite embora.
terça-feira, 2 de março de 2010
Lágrima
Sentimento que transborda e invade o externo do ser.
Dor que alivia, que ressucita a alma seca carente por tristeza. Alma que se esvazia, olhos que se enchem...
Coração que sangra e impulsiona a lágrima pura à sair de seu esconderijo cristalino.
Água vinda das profundezas das emoções.
Lembranças que intensificam o rio que passa pelo semblante angustiado. Lágrima... Doce instrumento apaziguador de corações inquietos e de mentes indefesas, seja derramada para que eu viva em paz.
Dor que alivia, que ressucita a alma seca carente por tristeza. Alma que se esvazia, olhos que se enchem...
Coração que sangra e impulsiona a lágrima pura à sair de seu esconderijo cristalino.
Água vinda das profundezas das emoções.
Lembranças que intensificam o rio que passa pelo semblante angustiado. Lágrima... Doce instrumento apaziguador de corações inquietos e de mentes indefesas, seja derramada para que eu viva em paz.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
destinos

Não posso viver sem... E sem a sua companhia vou me desfazendo todos os dias e quanto mais o tempo passa mais sinto a falta de um coração completo, de uma felicidade verdadeira, de uma sensação que traduza o tudo e o total, o meu ser completo inteiramente.
Eu vou me perdendo cada vez mais andando dentro da monção, dentro da imensidão azul. Nos afastaram, a puxaram e eu não segurei sua mão forte o suficiente para mantê-la perto de mim. Sei que um dia vamos dar as mãos de novo e ninguém irá nos separar e mesmo agora que está longe, sei que está comigo, sei que estou com você e que será assim até o fim dos tempos... eu te prometi. Esteja onde estiver sempre estaremos juntos dentro da monção, dentro do azul, lutando contra a tempestade, só eu e você.
Então temos que esperar uma decisão sobre seu destino na qual você não pode tomar, triste dependência.
Essa espera é uma tortura, a sua ausência é um veneno, e a certeza infeliz do seu destino é um massacre de uma alma angustiada.
Sempre que olhares a Lua e ela estiver cheia lembre-se de nós, pois estaremos abraçados iluminando o céu...
domingo, 24 de janeiro de 2010
quimera
Implantei uma semente no meu ser, uma quimera na tentativa de acabar com o vazio mas sendo falsa, a dor perdurou e aumentou.
Colapso

Minha visão turvava, meu coração parava e minha mente se esvaía. Feridas hemorrágicas se abriam por toda minha alma fazendo com que meu corpo se debruçasse deitado em meio a superfície fria que mais parecia queimar minhas extremidades. A dor era forte, intensa e insuportável, dor de um coração destroçado, de um ser traumatizado. Fora traído logo após retirar suas defesas contra o amor, o amor agradecendo lhe com ódio lhe pagou. Agora estou no chão lembrando do que necessito esquecer,sei que depois de um certo tempo vou ficar exausto, entrarei em colapso tentando não me entregar e me reerguer, não servirá de nada, será apenas uma contribuição para que a dor seja mais forte ao tardar da noite. Os dias irão passar, talvez alguém irá me ajudar a ficar de pé novamente, talvez não adiante, talvez eu não suporte.
E quando a pressão nao é sustentada, só há uma coisa a fazer... Desmoronar
sábado, 23 de janeiro de 2010
Silêncio

Silêncio alma, não tens mais o direito de gritar a dor dos sentimentos, este corpo agora é movido pela razão, te-calas e se escondes para que ninguém veja tua pateticidade inútil. Tua existência ínfima foi repugnada pelo teu dono, causas-te loucura, choro, descontrole e quase morte desta mente indefesa. O teu propósito acabou, teu viver doentio será curado e eliminada serás por mim... que fui o sofredor das tuas consequencias.
serás silenciada...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
breu eterno
E nesse breu eterno dentro da imensidão fria do meu espírito só se houve os gritos silenciosos da minha alma hemorrágica. Serei afogado num mar preto que consome e engole espíritos fracassados em vida, nele existe uma fera que me espreita a cada escolha, que me espera e fica mais perto a cada erro infeliz. Quando implantei falsas lembranças futuras, eu criei uma hidra que nada no meu vazio, faminta, sedenta pelo meu pavor e medo de errar. Ela se alimenta dos meus sentimentos angustiantes...
Devaneios

A imensidão vazia tomou conta de mim e meu corpo padece mais e mais a cada dia que ela se expande. O meu viver foi comprometido, e minha mente esgotada que antes pedia por socorro agora pede por morte... Morra corpo, morra para que você seja o nada ao invez do nada dominar-me e transformar minha alma em moradia de pesadelos.
O eco do meu sofrer é o silêncio, o terror causado pelos meus devaneios vão me forçar a ser eu o carrasco desta carcaça...
Serei aliviado...
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